Eu não me canso de rodar lojas de informática (e, não sei porque, supermercados também resolveram embarcar na área, como se um computador fosse um aparelho que basta colocar no carrinho, levar para casa e ligar na tomada) e ver computadores com um super-processador, moderno, rápido, econômico, e acompanhado de uma quantidade ínfima de memória RAM e um HD monstruosamente imenso.
Mas do que exatamente precisamos?
Processador? Memória? HD? Rede?
Primeiro precisamos entender que um computador não é apenas um conjunto de partes que conectam processador, memória, HD, teclado e mouse. Existem muitas, muitas partes importantes em um computador, que não podem ser compradas sem um mínimo de conhecimento.
Processador:
Esta é uma parte muito importante, sem dúvidas, mas cuidado aqui. Processador é responsável por processar. Fazer as coisas funcionarem, executar tarefas, transformar uma coisa em outra, calcular. Ele não precisa ser monstruoso se você não tiver muitas coisas executando “ao mesmo tempo” (por exemplo: ouvindo música, navegando na internet, trabalhando em um editor de textos, conversando no msn, etc).
Não adianta triplicar a velocidade do processador para deixar seu computador mais rápido se o seu uso de processador estiver abaixo de aproximadamente 60% do consumo dele… Será um investimento que, claro, vai dar algum efeito, mas não irá justificar o valor.
Memória:
Um componente barato, não justifica sua economia aqui. Memória é uma parte crucial no computador porque é dela que o processador recebe os trabalhos a serem executados e é pra ela que ele devolve os resultados. De forma geral, quanto mais rápido e em maior quantidade melhor, mas fique atento para algumas normas abaixo:
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Sistemas 32 bits (também chamados de i386 ou x86), os mais comuns ainda atualmente, suportam um máximo de 4GB de memória. Não adianta tentar colocar mais, eles não vão “enxergar” mais do que 4GB.
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Sistemas 64 bits suportam bem mais memória, mas trazem consigo um problema de compatibilidade com algumas aplicações. Nem tudo (ainda) funciona em x64. Os maiores culpados são os drivers para 32bits. Windows possui um modo de compatibilidade que ajuda, mas ainda sim não resolve. Aplicações 16 bits ou anteriores nem precisa tentar, não rodam e ponto final. Compilar sistemas também é um problema, porque compilar em x64 pode transformar sua aplicação em 64bits, tornando-a incompatível com ambientes 32 bits.
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A placa-mãe (vou falar mais abaixo) traz limitações de quantidade de memória. Isto se deve principalmente pelo público-alvo definido para a placa. Geralmente placa mais simples (mais baratas) suportam menos memória que as placas melhores (e mais caras). Atualmente é comum placas suportarem algo entre 2GB e 4GB máximo em memória. Placas de servidor costumam suportar algo em torno de 16 ou 32GB, dependendo do modelo.
Placa-mãe:
Esta é, literalmente, a mãe dos componentes. A compra do computador deve começar com a escolha da placa-mãe e deve terminar com a conferência da placa-mãe.
Antes esquecida, finalmente os técnicos começaram a enteder que este componente é responsável pelo BOM funcionamento de TODOS os demais. Literalmente todos. Uma placa-mãe ruim não apenas deixa seu computador mais lento, mas instável e incompatível com algumas aplicações.
Marcas simplistas (em especial, PCCHIPS) estão começando a decair justamente porque os técnicos aprenderam que montar computadores com estas placas é econômico mas cansa. Cansa tentar arrumar algo que não tem como consertar.
Lembre-se de algumas coisas na hora de escolher sua placa-mãe:
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De forma geral, não se encontra placa-mãe de BOA qualidade por menos de R$ 400,00.
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Não se prenda a nomes. Marcas famosas (por exemplo, ASUS) ultimamente têm se tornado uma tremenda dor-de-cabeça. Em especial a ASUS, traz consigo uma estranha incompatibilidade nas portas USB que precisa ser corrigida com um patch direto do site deles…
Por outro lado, uma antiga marcha, Gigabyte, está se tornando ponto de referência atualmente, com sua melhora surpreendente de qualidade e durabilidade.
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FSB indica a velocidade de transferência de dados. Não adianta comprar um processador de FSB 1333MHz, memória de 1333MHz e placa-mãe de 667 MHz. Prevalecerá sempre a menor velocidade, portanto, escolha velocidades compatíveis.
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Chipset é o componente que “liga” os demais componentes. Chipset Intel geralmente é muito bom mas não é o único. nVídia é um fabricante bem famoso atualmente porque o chipset possui ótimas taxas de leitura/escrita de dados.
VIA é um fabricante clássico, genérico e de baixo custo (e baixa performance).
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Slots PCI / PCIe são muito importantes. Não despreze-os. Pelo menos 1 PCI é FUNDAMENTAL para um computador. Dê preferência para algo que se aproxime de 3 PCI e 1 PCI-express.
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Você vai precisar de uma placa-mãe compatível com o processador que for comprar. GERALMENTE as placas compatíveis com uma determinada linha de produtos (exemplo: Core 2 Duo) são compatíveis com todos os processadores daquela linha, mas isto não ocorre em todos os casos. O fabricante da placa-mãe tem SEMRPE uma lista de modelos de processadores suportados. Antes de montar o computador, CONFIRA. SEMPRE.
HD:
Este componente é importante e nem sempre é bem conferido.
Existem uns números quase nunca observados, que são a verdadeira parte importante de um HD. Eles são as latências, read (leitura), write (escrita) e rates (taxas). As unidades de medida são em nanossegundos. Muito rápido, mas acredite, INTERFERE na sua experência de uso.
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Latência: Indica o tempo de deslocamento do HD.
O HD é um componente físico em um conjunto de componentes eletrônicos. Ele precisa deslocar um “braço” para ler os dados, que são gravados em algo que parece alguns CD’s (feitos de metal) empilhados. A latência representa o tempo de deslocamento do braço. Geralmente considera-se também o tempo de início de giro do disco.
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Leitura: Indica a tempo para leitura de um dado. Geralmente é informado o tempo médio de leitura, que é o mais importante.
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Escrita: Indica o tempo para gravação de um dado. Assim como no read, geralmente é informado um tempo médio, que aqui também, é o mais importante.
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Taxa nominal: indica a velocidade máxima suportada pelo HD para transferência de dados. Embora o SATAII opere a 3Gbps, isso não quer dizer em momento algum que o HD consiga transferir a 3Gbps. O que está em buffer, sim, transfere a 3Gbps, mas o que está em disco sempre leva mais tempo. Uma velocidade boa aqui está acima de 2,1Gbps (270MBps).
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Taxa de transferência sustentada externa: Indica a velocidade real com a qual o seu HD irá funcionar, na vida prática. Dificilmente você vai conseguir este dado, a maioria dos fabricantes não disponibiliza a não ser no manual do aparelho que, dificilmente, o acompanha. Use as taxas nominal e sustentada interna como referência, já que esta será bem complicada de se obter.
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Taxa de transferência sustentada interna: Indica a velocidade de transferência de dados dentro do próprio HD. Porque isto é útil? Exemplo prático: copiar dados de um lado para o outro, de uma partição para outra. Não é crucial, mas não é dispensável.
Existem hoje 4 principais tecnologias de HD:
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Paralelo ATA (pATA ou simplesmente ATA), é o modelo antigo e já caindo em desuso atualmente.
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Serial ATA (SATA e SATAII), é o novo modelo, de baixo custo mas com algumas semelhanças ao SCSI
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SCSI (Lê-se algo como “scûzi”), é uma tecnologia focada em desempenho. Muito conhecida em servidores, não se popularizou pelo seu elevado preço. HD’s SCSI não são grandes (em GB) como os IDE/SATA mas são tremendamente mais rápidos. Se não bastasse o elevado preço, eles não podem (geralmente) ser ligados diretamente no computador, e precisam de uma placa especial, chamada Controladora, que também é cara.
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SAS (Serial Attached SCSI) é a evolução do SCSI antigo para que ele fique mais rápido, esquente consideravelmente menos e economize muita energia. Assim como o antigo SCSI, os SAS geralmente não podem ser ligados diretamente na placa-mãe (existem excessões), requerindo uma Controladora. São (proporcionalmente) muito mais baratos que antigamente, embora ainda sejam BEM mais caros que os SATA.
O HD parece com uma pilha de CD’s feitos de uma liga metálica, com um pino achatado que fica entre eles. Este pino (braço) serve para sustentar o minúsculo componente que realiza a leitura/gravação no HD.
De forma geral, quanto mais rápido o HD girar, mais rápido ele vai ser para ler, gravar e buscar uma informação.
Hoje em dia existem quatro principais velocidades:
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5400rpm, muito comum em HD’s IDE (antigos) e em HD’s de notebook.
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7200rpm, tornaram-se populares nos SATA, são extremamente comuns hoje em dia principalmente em HD’s SATAII (3Gbps). HD’s SAS estão usando esta velocidade, atualmente, para promover um HD de alta durabilidade e confiabilidade (para servidor) em um preço sensivelmente mais barato, sendo muito útil como forma de backup ou armazenamento de arquivos.
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10000rpm, surgiram como uma forma de baratear o SAS. Antigamente era algo exclusivo SAS, mas hoje já existem HD’s SATA nesta velocidade. Existe um modelo em especial de SATA que consegue ser superior aos modelos SAS de mesma rotação (rpm). Vou comentar o motivo em breve.
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15000rpm, é atualmente o topo de velocidade. Somente SAS operam nesta velocidade, que proporciona transferências antes somente vistas nos seus sonhos…
No entanto, o preço parece um pesadelo…
Outra coisa que interfere na velocidade do HD é o número de discos e o tamanho físico dele. Sim, o tamanho físico.
O número de discos interfere pois quando mais discos e mais cabeças de leitura/gravação, mais dados são lidos/gravados ao mesmo tempo, agilizando o processo.
O tamanho físico interfere pela distância total que o braço tem que se movimentar para localizar/ler/gravar um dado no disco.
É pela união destes fatores (mais de uma cabeça de gravação, tamanho reduzido e alto rpm) que um modelo de HD’s da Western-Digital (WD) está conquistando mercado. A sua linha de HD’s SATAII 10.000rpm está se mostrando mais rápida que a linha SAS também de 10.000rpm. Eu vi, comprei, testei e comprovei. São muito rápidos.
Placa de vídeo:
Pois é, não se assuste aqui quando eu contar que a placa de vídeo pode interferir no seu dia-a-dia.
Meu pai é prova disto: no dia que experimentou rolagem do texto sem tremidas na tela, nunca mais deixou de comprar placas de vídeo com alguns detalhes mínimos.
Placas de vídeo possuem algumas características importantes:
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Memória: Dedica (exclusiva para a placa de vídeo) é mais rápida (geralmente) que compartilhada (usam parte da memória RAM do computador).
Faixas entre 128MB e 256MB são ótimas para um computador normal, embora jogos possam consumir mais (1, 2GB).
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Taxa de bits: Geralmente variando de 64 até 256, muito comum em 128. É uma ótima taxa para uma placa de vídeo normal.
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Velocidade da GPU: Dificilmente isto vai afetar um computador normal, mas é aqui que fica a principal diferença entre uma placa “normalzinha” de uma “super-placa” para jogos.
Placa de rede:
Geralmente não vai afetar muito sua vida, mas lembre-se que em servidores, uma placa de rede deve SEMPRE possuir seu próprio controlador. Em computadores desktop isto geralmente fica por conta do chipset. Em servidores, esta diferença representa um custo bem maior, mas um sensível aumento de performance na rede.
Fonte:
Não se esqueçam dela! Sim, a fonte! A responsável por fornecer energia de qualidade (ou sem) para seu computador.
Evitem, sempre que possível, fontes genéricas. Fontes chamadas de “fonte real” ou “fonte de aproveitamento real” são as ideais.
Basicamente, funciona assim:
A fonte obtém uma determinada quantidade de energia, e SEMPRE perde um pouco (ou muito) na forma de calor e para ela mesma funcionar. O restante é repassado ao computador.
Fontes genéricas dizem ser 350W (por exemplo) mas funcionam em algo em torno de 30% disto, ou seja, 105W (por exemplo). Se o seu computador precisar de mais energia, ele não vai funcionar. Isto sem considerar o enorme desperdício (70%) da energia inicialmente obtida da tomada.
Fontes reais possuem aproveitamento entre 75% e 90%, além de possuírem um sistema muito mais elaborado de segurança, qualidade do sinal energético e, em alguns casos, redundância (mais comum em servidores).
Lembre-se que uma fonte ruim pode falhar e transmitir um surto de energia elevado para o computador. O primeiro componente a sofrer com isto será a super-sensível placa-mãe. Demais componentes como HD, DVD, placas de vídeo mais avançadas, coolers, etc, também vão sofrer. Isto pode resultar em uma perda total do computador.
Bom, agora que vocês tiveram uma super-aula de hardware, como saber o que vamos precisar para montar um computador?
Bom, vou montar um exemplo aqui para descrever passo-a-passo uma mini-configuração, e vou usar alguns preços de exemplo aqui para vocês saberem o preço final de um computador assim (aqui em Belo Horizonte).
Para o exemplo, vamos propor o seguinte usuário: EU.
Porque eu? Porque eu jogo, trabalho com linguagens .NET e com Java, tenho sempre um servidor MySQL rodando aqui, tenho sempre um aplicativo Torrent conectado, estou sempre com MSN aberto, iTunes toca rádio aqui 24h por dia, tenho um anti-vírus ativo (Kaspersky), geralmente algo em torno de umas 30 abas do Google Chrome estão abertas, uma janela do Windows Explorer, algumas vezes estou com o “kit” Photoshop-Fireworks-Illustrator aberto com imagens de 1800x1600 dpi.
Enfim, eu sou basicamente um INMetro ambulante.
Antes de falar a minha configuração atual, vamos refletir.
- Eu tenho sempre muita coisa aberta, portanto preciso de mais de um CORE (núcleo) de processador. Preciso de um FSB elevado porque estou sempre movimentando entre estes aplicativos e os dados precisam se “movimentar” rapidamente no computador para que fique parecendo uma ação instantânea para mim (usuário), algo acima de 800MHz de FSB.
- Tenho MUITA coisa ativa, portanto vou precisar de memória. Cada janela do Chrome geralmente ocupa 20 ~ 30MB de memória. Cada imagem de 1800x1600 ocupa uns 40MB (considerando que estamos em modo edição, com várias informações além da pura imagem). As próprias ferramentas de imagem consomem os seus 100MB. Preciso de 70MB pro meu iTunes. Até agora, pouco mais de 1GB de memória OCUPADA. Precisamos de 512MB pro Windows Vista Business que estou usando. E preciso de uma coisa chamada de “espaço de reserva”, algo em torno de 512MB, para que eu possa utilizar futuramente, sem que o sistema precise parar. Ou seja, pelo menos 2GB.
- Preciso de um HD mediano. Não fico fazendo muitas cópias de arquivos, nem gravando constantemente, mas não quero levar dois dias carregando um jogo, ou dois dias para salvar uma das imagens que fiz no Photoshop. Portanto, preciso de um SATAII (3Gbps) padrão, 7200rpm. Mas preciso de espaço. Jogos ocupam consideráveis GB em disco. Minhas músicas, também. Assim como meus vídeos. Tenho ainda os meus programas de uso menos cotidiano, o próprio Windows Vista. Enfim, nada menos que 500GB, que, por segurança, performance e comodidade, estão separados em 2HD’s de 250GB.
- Não sou um servidor, portanto, placa de rede normal, on-board mesmo. Nada mais do que isto.
- Placa de vídeo mediana. Eu jogo, mas não quero “entrar dentro do jogo”, não sou viciado a este nível. Quero apenas algo que me permita jogar com um mínimo de decência. Uma placa BEM simples, boa para se jogar (de forma básica), e que serve bem aos demais aplicativos é a nVidia 9400 GT (que estou usando…)
Preciso de uma placa-mãe compatível com tudo isto, claro, sem arrombar meu bolso. Conseguimos ótimos custo-benefícios com placas Gigabyte, portanto, estou (ultimamente) bem focado nesta marca. Sinceramente, cansamos dos problemas que enfrentamos ultimamente com as nossas ASUS. Outros fabricantes, como ABIT, também são interessantes.
Vou precisar de uma placa que suporte pelo menos 4GB de memória (já que vou precisar de pelo menos 2GB, e é sempre bom ter um espaço para um crescimento). Já que não vou ter uma placa de som externa, a placa-mãe precisará de uma placa de som on-board (coisa comum hoje em dia e com relativa qualidade, devo adicionar).
- Para menter tudo isto rodando, preciso de pelo menos 300W reais. Ideal uma fonte, portanto, de seus 400W. Escolhi uma de 450 por segurança e porque se eu precisar colocar alguma outra peça (como estou neste exato momento), não corro riscos.
Tudo isto me leva ao seguinte computador:
- Core 2 Duo, pouco mais de 2GHz, pelo menos 4MB cache.
- 2GB RAM, DDR2
- 2 x 250GB SataII 7200rpm
- Vídeo PCIexpress nVidia 9400GT 256MB/128bits
- Placa-mãe compatível (no meu caso, GA-P35-DS3 rev 2.0)
- Fonte 450W reais
Na loja WAZ (aqui em BH, referência em hardware, site www.waz.com.br), montei o seguinte:
- Intel Core 2 Duo E7200 S775 2,53GHz FSB1066 3MB, 36 meses de garantia, R$459,00
- DDR2 667MHz 2GB Kingston ValueRAM, 12 meses de garantia, R$115,00
- 2 x (250GB SATA II SamsungSpinpoint 8MB NCQ), 24 meses de garantia, R$159,00 (cada)
- NVIDIA 9400GT 512MB/128bits Evga, 12 meses de garantia, R$245,00
- Gigabyte GA-EP31-DS3L BR - Rev 1.0, 12 meses de garantia, R$299,00
- Fonte Huntkey 450W Green Star, 12 meses de garantia, R$169,00
Total do computador: R$ 1605,00 se fosse comprado hoje. Lembrando que falta gravadora de DVD (aprox. R$100) e falta o gabinete (também aprox. R$100). Talvez seja necessário pagar um técnico pela montagem, que deve custar aproximados R$50,00.
Aspectos importantes:
A configuração não apenas atende à demanda, como atende BEM. Estou rodando nesta configuração há algum tempo (pequenas mudanças, como a placa-mãe, já que na época não existia este modelo…), e está me atendendo perfeitamente desde que o computador foi adquirido.
Reparem que os HD’s são um ponto caro, portanto, se precisar reduzir o preço prensem em reduzir para, por exemplo, apenas 1 HD de 160GB, que já atende a maioria dos usuários.
Experiência de uso:
Eu trabalho normalmente, sem qualquer travamento ou lentidão. iTunes se mantém tocando a rádio que eu ouço sem qualquer interrupção. As aplicações respondem ao meu comando, sem aqueles comuns travamentos e “O aplicativo não está respondendo…”.
Os jogos são normais, sem nenhum requisito avançado de imagem 3D ou renderização de qualidade semi-real. Apenas jogos com qualidade. A água possui o efeito de reflexo de qualidade real garantido pelo suporte nativo da placa de vídeo ao Directx10, o que melhora drasticamente a minha experiência nos jogos. A placa + monitor suportam, juntos, 1280x1024 dpi, o que me atrapalha nas imagens que faço mas não impede o uso de um prático zoom no photoshop, que, falando nisso, faz uso dos recursos de hardware da placa de vídeo para consumir menos do computador e renderizar melhor as imagens.
Enfim, ganhei pontuação 5.0 na classificação do Windows Vista (até algum tempinho atrás, não muito, o máximo era 5.9. Não sei mais como está atualmente.).
Poderia melhorar drasticamente a performance colocando os HD’s em RAID (mas na minha placa atualmente, GA-P35-DS3 não posso, pois os drivers são para vista pré-SP1 e como estou usando Vista Business 64bits, ele é mais restrito quanto à drivers e se o driver não for totalmente 100% completamente compatível o sistema se torna instável) e aumentando a memória para 4GB (como fiz recentemente, me deixando com 1,8GB de memória em uso constante e o restante livre para as aplicações “brincarem”. Como estou usando sistema 64bits, ele reconhece toda a memória (4GB) e se apresentou BEM mais eficiente para trabalhar com arquivos grandes e com “coisas em grande número” (por exemplo, possuo um diretório onde se concentra todas as minhas músicas, vídeos, seriados, desenhos, enfim… o que gera um lindo número de 97 GB, distribuídos em 14.026 arquivos e 6.195 pastas. Em um sistema 32bits como era antigamente, ao entrar na pasta raiz desta árvore de diretórios o windows levava aproximados 4 minutos e meio para finalmente me permitir entrar em uma subpasta. Atualmente levo aproximadamente 2 segundos. Não, não são números arbitrários, nem é força de expressão. A diferença foi esta mesmo). Nas demais situações, percebi diferenças na hora de inicializar aplicações (que sejam compatíveis x64, claro) e na hora de inicializar/finalizar tanto aplicações quanto o próprio windows.
Na hora de comprar um computador, usem este guia como referência, bem como vários outros guias pela Internet. Uma parada obrigatória é o Clube do Hardware (www.clubedohardware.com.br), onde vocês conseguem reviews, testes, comentários e muito mais sobre as peças disponíveis no mercado brasileiro.
Mas pessoal, o mais importante, é BOM SENSO.
Computador trabalha em CONJUNTO. Portanto, não comprem um super-processador, muito HD e pouca memória. Não comprem muita memória e um processador de telefone celular. Não comprem 1TB (1024GB) de HD SAS se o restante do computador é da época do Windows 95.
No computador sempre prevalece as taxas mais lentas, portanto, não comprem um processador de 1333MHz, memória DDR3 1333MHz e placa-mãe de 667MHz porque neste caso, todo o FSB será de 667MHz, e os demais componentes mais caros estarão subutilizados.
Montar computador é uma arte. Tem que ser feito com calma.
Eu citei um exemplo de configuração e preço. Não estou fazendo propaganda. Aliás, se eu fosse montar de verdade, faria uma cotação em outras lojas aqui de Belo Horizonte, dentre elas as que eu tenho preferência pessoal: DHCP, Oficina dos Bits e Euromaster, além claro da WAZ. Cada loja tem suas vantagens, pessoal. Explorem isto sabiamente.
E lembrem-se: Garantia TAMBÉM faz parte do produto. Não vejam garantia como um bônus, mas sim como uma das características e diferencial do produto. SEMPRE comparem as garantias ALÉM do próprio componente e seu preço. Um preço menor pode se refletir em uma garantia menor e, consequentemente, um risco maior de perder seu dinheiro todo.